Na 21ª Zumbiafro, que ocorreu no último dia 17, no salão e igreja Santo Antônio de Pádua, em Tubarão, pessoas foram abrigadas nas áreas externas tamanho foi o sucesso.
A mesa de abertura foi a mais representativa da história: bispo diocesano Dom João Francisco Salm; secretário de estado para a promoção de igualdade racial, Osvaldo Vargas; presidente do Conselho Estadual das Populações Afrodescendentes (Cepa), José Ribeiro; secretária executiva do Cepa, Jane Márcia; coordenador da 21ª Zumbiafro, professor Maurício da Silva; presidente do Fórum Municipal para Igualdade Racial, vereador Paulo Henrique Lúcio; presidenta do Movimento Cultural Negro Tubaronense (Mocnetu), Alaíde Corrêa; coordenadora regional das pastorais afro, Daisi Bernardes Martins; presidente da Sociedade Recreativa 1º de Maio, Maria Alice Nunes dos Reis; presidente da Sociedade Recreativa Cruz e Souza, Norberto Luiz da Silva; coordenador do Caep da Igreja Santo Antônio de Pádua, Luiz de Abreu Vicente; secretário executivo da CNBB, Regional Sul 4 de Santa Catarina, Ademir Freitas; presidente da Conferência das Religiosas do Brasil, Irmã Vanilda Schulter; representantes das pastorais e dos Movimentos Afro de Tubarão, Capivari de Baixo, Orleans, Jaguaruna, Santana, Criciúma, Içara, Ilhotinha, Braço do Norte, Imbituba e do prefeito de Tubarão, Olavio Falchetti.
Nas mensagens, a homenagem à Zumbi dos Palmares – líder maior da resistência contra a escravidão – e a reafirmação da luta contra o preconceito (por meio de educação e saúde pública de qualidade para todos, denúncia à justiça das manifestações racistas, foco nas ações afirmativas como reparação, segundo define a Unesco, entre outros), que gera autopreconceito e “impactam negativamente os homens e as mulheres negras, principalmente no mercado de trabalho, com a polícia e com a justiça” (IBGE 2011).
A missa cocelebrada pelos padres Aguiar, do Paraná, e Ângelo, de Tubarão, com cenário, gestualidades, coral (de Capivari de Baixo) e percursionistas (de Tubarão) afros, colocou todos na mãe África.
A feira de livros e a contação de histórias Afro oportunizou conhecer melhor a África, as mulheres e homens negros do Brasil, omitidos pela historiografia oficial, o que dificulta a libertação das consciências.
Nas apresentações artísticas (de Jaguaruna, Gravatal, Içara, Braço do Norte, Garopaba, Tubarão, Criciúma e Orleans) que reafirmaram a cultura afro – proibida por lei durante muito tempo e ainda, em parte, inferiorizada – as mais altas performances.
Foram homenageados os que, há 30 anos, iniciaram em Tubarão as discussões sobre igualdade racial (Luiz Matias; Geraldo Brasil; professor Maurício; Nelsinho Pereira e Manoela da Silva, pelos pais, falecidos, professor Nelson e Joares da Silva; padre Edemir, Moacir Corrêa e Tadeu Pereira, justificaram as ausências); Elza Matias Martins, pela patronesse da Pastoral Afro de Tubarão, Maria Cândida; o coral Afro de Capivari de Baixo; representantes das pastorais, movimentos e grupos artísticos, acima citados.
Aos voluntários que, desde fevereiro deste ano encontraram-se todas as 5ª feiras para preparar o evento e que, no dia desdobraram-se às pastorais e movimentos afros, mobilizaram os seus municípios; aos comerciantes e particulares que contribuíram; à imprensa que oportunizou múltiplas divulgações e, ao Caep da Igreja Santo Antônio de Pádua, que cedeu todos os espaços e os escritos da missa. Enfim, a todos que vieram e/ou ajudaram, o nosso muito obrigado e a certeza que muito contribuíram na caminhada rumo à igualdade racial.

